O carteiro despediu-se e foi-se embora. Anne ficou a ler uma carta que dizia para ir à escola, que a professora queria falar com ela. Anne, muito ansiosa, correu para a escola da aldeia a pensar no que a professora lhe quereria transmitir. Ela pensou que fosse alguma coisa que lhe queria entregar, mas ela não sabia porque havia uma carta dentro de uma caixa pequena de madeira.
Ao chegar à escola, encontrou a professora à porta a chamar por ela. A professora convidou-a a entrar para conversarem e sentaram-se na secretária da professora. Ela explicou-lhe que estava no último ano escolar, ou seja, no décimo segundo ano, e a professora questionou:
— Está na altura de pensares em ir para a faculdade. Tu queres ir?
— Claro que sim, professora! – respondeu a Anne empolgada.
Mas Anne lembrou-se do seu pai e, de seguida, contou à professora o que o pai lhe tinha dito. A professora disse-lhe para não se preocupar e ir para casa. Anne assim fez e foi descansar.
No dia seguinte, Anne foi a um pomar inspirar-se no que mais gostava de fazer, pintar. A professora, ao ver isso, foi ter com o pai de Anne e explicou o assunto, mas o pai disse-lhe:
— Nós não temos dinheiro suficiente para pagar a faculdade!
— Não se preocupe, eu pago tudo e levo-a para a cidade comigo. – respondeu a professora.
O pai concordou e, ao ver o seu talento para pintar, deixou-a ir.
Anne, ao perceber, ficou muito contente. Fez as malas e despediu-se do seu pai. Partiu com a professora e aos fins-de-semana ia visitar o seu pai e a sua aldeia.
Matias Alberto, 6.º B