Anne ficou confusa. Pousou a caixa no chão e abriu-a. Dentro dela havia várias borboletas lindas. Uma azul como o céu limpo, outra verdinha como a relva acabada de cortar, ao lado rosa como um prado de flores e uma muito bonita: branquinha como se fosse o sol a brilhar. Tinha brilhantes como a chuva a cair na janela. Mas, mais importante, esta segurava um lápis novinho para Anne.
Maravilhada com elas, exclamou:
— É lindo! Muito lindo! Mas porque estavam aqui e para que servem?
Devagarinho as borboletas saem da caixa e formam uma paisagem, mas não por muito tempo. Elas começam a ir embora e Anne fica excitada. “Para onde vão? Quero ir também!”.
A menina segue-as e não conhece o caminho. Começa, então, a falar com as borboletas:
— Para onde vamos? É assustador? Vou gostar?
As cativantes borboletas mudam de cor e fazem outra imagem. Esta diz que “Sim, vais gostar”. Anne concluiu que vai gostar de certeza, porque elas são mágicas e mudam de cor.
Depois de muito tempo, já quase a escurecer, Anne depara-se com um grande edifício a dizer “ESCOLA”. Ela começou a chorar de alegria, pois realizou um grande sonho.
Maria Beatriz Ferreira, 6.º C